O que é a Disciplina Positiva?
A disciplina positiva é uma abordagem que visa ensinar competências como a auto-disciplina, responsabilidade, cooperação e a resolução de problemas.
A disciplina positiva (firmeza com dignidade e respeito) rege-se por princípios de liberdade com ordem e opções limitadas e se orienta pelo mote podes escolher, dentro de limites que demonstrem respeito para com todos; o adulto e a criança decidem em conjunto as regras e, de acordo com o seu grau de maturidade, as soluções para os problemas; no caso do adulto decidir sem consultar a criança, usará firmeza com bondade, dignidade e respeito.
Na disciplina positiva coloca-se a tónica na cooperação, firmeza e respeito mútuo, reforçando-se sempre a dignidade da criança e a sua auto-estima; esta é incentivada a adquirir competências que a valorizem, a tornem mais consciente e responsável no seu comportamento e lhe permitam tornar-se independente. A base do controlo do comportamento é sempre interna – dai ser fulcral a criança participar na criação das regras em conjunto com o adulto, pois é a sua implicação no processo e a tomada de consciência da importância do seu papel que lhe aumenta o seu potencial para se relacionar de forma mais saudável consigo e com os outros.
A disciplina positiva diferencia-se quer da severidade, quer da permissividade em vários aspectos. Estas últimas implicam humilhação da criança, o que acarreta sentimentos de culpabilização, vergonha ou dor (física ou emocional). Acresce à permissividade a criação de uma co-dependência que impede a criança de se capacitar de modo saudável. Ambas as abordagens - permissividade e severidade – impedem o desenvolvimento do sentido de responsabilidade: a primeira por negar a responsabilização do adulto e da criança, e a segunda pelo facto da responsabilidade apenas ser atribuída ao adulto, o que conduz a que a criança não aprenda a ser responsável pelo seu próprio comportamento. O «castigo e a recompensa» é uma das técnicas mais recorrentes usada num contexto de controlo excessivo (severidade) e que acaba por conduzir à desresponsabilização da criança.
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